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eSports nas Olimpíadas?

Na última semana vimos o Brasil se destacando nas duas novas modalidades olímpicas – o skate e o surf. As mudanças realizadas pelo COI significam uma abertura do Comitê em relação aos interesses das novas gerações, e é aí que entra o debate sobre a possibilidade de vermos os eSports como um conjunto de novas modalidades nas próximas Olimpíadas.

Um dos maiores indicativos dessa possibilidade é que o Conselho Olímpico da Ásia incluiu diversas modalidades dos eSports na programação dos Jogos Asiáticos de 2022. A relevância que os esportes eletrônicos estão conquistando no alto escalão do esporte mundial não é à toa: o crescimento da indústria acompanha o aumento vertiginoso dos espectadores online, que segundo projeções da Newzoo, atingirá um público de 650 milhões de pessoas em 2023.

O segmento se mostra cada vez mais profissionalizado, com premiações milionárias e competições disputadas entre as grandes organizações. Os e-atletas de elite possuem rotinas exaustivas de treino, assim como em qualquer outra modalidade olímpica: é necessário a prática de exercícios funcionais, nutrição regulada, acompanhamento psicológico e suplementação adequada. A Overclock se insere nesse contexto de proporcionar a melhor performance aos jogadores, contribuindo com a profissionalização do cenário.

Ainda existe um grande preconceito que ronda os esportes eletrônicos, consequentemente questionados em relação ao título de ser um “esporte”. A definição de esporte, ao contrário do senso comum, não envolve necessariamente uma movimentação física intensa. Segundo Huizinga, estudioso do esporte e historiador, “é uma atividade livre, conscientemente tomada como “não séria” e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total”. É por isso que, segundo esse conceito, o xadrez ou eSports são propriamente “esportes”, que possuem valores do esporte tradicional – companheirismo, disciplina, trabalho, superação.

O interesse da COI em dialogar com as lideranças dos eSports também tem relação com o aspecto econômico: as Olimpíadas têm perdido audiência nos últimos anos, principalmente com a parcela mais jovem da população mundial. Parte dos esforços em atrair a atenção desse público se mostra com a inclusão das modalidades como o skate e o surf. Ainda assim, existe um grande problema burocrático para inserir os eSports nas Olimpíadas: não existe uma organização institucionalizada que centralize cada modalidade e, portanto, não existe um interlocutor claro para o COI. O fato dos eSports serem organizados por grandes empresas e não federações dificultaria o processo.

E você, qual a sua opinião sobre a inclusão dos eSports nas Olimpíadas? Se eu fosse você, já começava a me preparar pros games com uma dose de Overclock 😉

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