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Sobre pais gamers e filhos gamers

Tal pai, tal filho. Quantos brasileirinhos não possuem uma história incrível que envolva a paternidade e os games? Roberto ‘roberts’ Shigueo é filho de uma mãe e um pai jogadores de CS, Warcraft e Starcraft – antes mesmo de roberts chegar ao mundo. No dia dos pais, a Overclock trouxe um exemplo de história que teve o game como um fator de união entre pai e filho.

“Meu nick sempre foi “roberts”, mesmo quando eu não fazia a menor ideia do que significava o alfabeto. Isso porque o meu primeiro contato com jogos de computador foi aos 2 anos: eu voltava do maternal e ficava a tarde inteira esperando o meu pai chegar do trabalho para que eu pudesse jogar no PC dele. Dali até a hora de dormir, ficava fascinado com as animações de Warcraft.

Aos 3 anos, finalmente tivemos o primeiro PC em casa. Aprendi a ligar o computador, mas era tão pequeno que não alcançava as teclas, tampouco a cadeira. Daí chamava meu pai para sentar no colo dele enquanto eu jogava. Além do Warcraft, ele me ensinou a jogar Starcraft e, mais tarde, CS. Aos 5 anos, já atirava em algumas cabeças no CS 1.5 – apesar de não saber coisa alguma de táticas e depender do meu pai pra fazer as compras de início de round. Teoricamente, eu teria a medalha de 15 anos de serviço no Counter Strike (risos).

Nos finais de semana, ao invés dos meus pais realizarem jantares em casa para convidar os amigos, todos íamos pra LAN jogar junto. Eu sempre ia junto, mesmo que fosse bem pequeno, e jogava CS com os adultos. Nunca me xingaram (risos). Meu pai sempre tinha paciência e me orientava, até ser mais crescido. Na minha adolescência, meu pai montou uma espécie de LAN em casa para que todos pudessem jogar juntos: seja eu, minha mãe e meu pai, ou eu e minhas duas irmãs.

 

Nunca senti que tivesse uma proximidade grande com o meu pai. Apesar disso, em alguns poucos momentos – que guardo com carinho na minha memória – a nossa conexão ficava clara. Desses momentos, a maioria são de quando estávamos jogando. Era um sentimento de companheirismo mesmo. Uma criança geralmente aprende espelhando os seus pais e foi assim que aprendi tudo no Starcraft. Tudo o que ele fazia, eu espelhava: usava a mesma raça que ele e fazia exatamente as mesmas coisas que ele. Coincidência ou não, até hoje a raça que meu pai escolhia é a minha raça favorita.

Hoje meu pai fica orgulhoso de mim quando conto do time de CS que faço parte, a Cronos USP. É engraçado, vejo muitos amigos que são reprimidos em casa por gostarem de jogar e me sinto privilegiado de alguma forma por ter tido esse incentivo desde a infância. Um feliz dia dos pais ao meu pai gamer!”

 

E você, tem alguma história de paternidade gamer? Conte pra nós!

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