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O “RENASCIMENTO” DE UM CLÁSSICO

A maioria de nós, da comunidade gamer, já surfamos – nem que seja um pouco – na onda do Fortnite. O jogo, que foi lançado em 2017 e obteve seu grande “boom” de popularidade em 2018, foi uma febre no mundo dos games por um bom tempo e contava com uma imensa comunidade que, em seu ápice, atingiu o número de 91 milhões de jogadores mensais, desbancando grandes títulos como League of Legends e CS:GO. Com uma versão mobile alcançando mais de 110 milhões de downloads e 19 condecorações em diversos “game awards”, é inegável que Fortnite foi, e ainda é, um game de sucesso.

FORTNITE E O MUNDO POP

A popularidade do título da Epic Games tem a ver com o sucesso do jogo nas streams, além de grandes celebridades possuírem afeto pelo Battle Royale. Um dos exemplos mais icônicos em relação ao patamar que o jogo atingiu é a live que ocorreu em março de 2018 no canal twitch.tv/ninja, onde o dono do canal Rychard “Ninja” Blevins, um dos principais streamers do jogo e detentor de diversos recordes da Twitch no seu tempo, quebrou o até então recorde de espectadores simultâneos ao convidar o rapper canadense Drake para algumas partidas de Fortnite, contando com 600 mil viewers por algumas horas de gameplay.

 

Outros nomes da música americana como Post Malone e Chance the Rapper também já demonstraram seu amor pelo jogo, além do notório jogador de futebol americano, John  Sherman “JuJu” Smith-Schuster, que também apareceu nas lives de Ninja, contribuindo para a imensa tsunami que o título provocou no mundo dos games. 

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Um dos segredos da longevidade e sucesso do jogo se dá também pelo seu conteúdo adicional pago e constantes atualizações. De maneira genial, a Epic Games expandiu o universo do jogo através de incontáveis parcerias com gigantes do mundo pop: Marvel, DC, a marca de Roupas Balenciaga, Warner e Bandai Namco são apenas algumas das gigantes que deixaram a sua marca no jogo. Além disso, seu personagem pode até se tornar uma celebridade, como LeBron James, Ariana Grande, J Balvin e até mesmo o nosso Neymar Jr – e a lista não para por aí. 

 

O jogo se assumiu como uma plataforma de marketing gigantesca e um negócio extremamente lucrativo ao longo das suas temporadas, como é evidenciado na fala da Ariana Grande, que indicou ter lucrado mais de 50 milhões na sua colaboração com o título. 

 

Como a cereja desse bolo, os mapas são constantemente atualizados, com adições ousadas de novos veículos, armas, localizações e itens, tornando a experiência do jogador única a cada temporada.

O INÍCIO DE UM SONHO… VOLTOU A DAR TUDO CERTO

Inicialmente com apenas um modo de sobrevivência contra zumbis, o jogo propôs, um mês após o seu lançamento, um dos Battle Royales mais dinâmicos e únicos na época: ritmo acelerado, um mapa vasto e bem preenchido, além da mecânica de construção, onde o player obtém recursos ao destruir as edificações do jogo e os utiliza depois “à la Minecraft”, podendo construir paredes, escadas e armadilhas. 


O jogo manteve-se fiel às suas mecânicas presentes no lançamento até 2022, construindo e adicionando elementos ao “Shoot and Build” que cativou uma enorme comunidade ao longo desses 5 anos. No entanto, uma atualização no jogo durante o mês de março surpreendeu a comunidade: a construção foi completamente removida do modo Battle Royale.

Essa atualização pode ser considerada como um “renascimento” do Fortnite, porém, não podemos esquecer das aspas, porque o título nunca realmente morreu. O jogo, apesar de cair no esquecimento nas plataformas de streaming após a sua entrada triunfal em 2018, sempre manteve uma média altíssima de jogadores ativos ao longo da sua trajetória – sempre presente na lista dos jogos mais jogados desde o seu lançamento. O renascimento, na verdade, vem do movimento de diversos players voltarem a viajar no ônibus-balão, e isso com uma simples linha de código para remover qualquer tipo de construção.

 

Para entender esse fenômeno do renascimento, temos que entender como a player base do jogo se desenvolveu e se lapidou ao longo dos anos. No lançamento, assim como todo título que possui um aspecto competitivo, não se sabia o jeito “ideal” de jogar, além do constante fluxo de jogadores novos (o famoso “newba”) que favoreciam uma experiência mais casual e acolhedora para todos que queriam entrar no mundo do Fortnite.

 

No entanto, assim como em toda competição, as pessoas ficaram (muito) boas, em especial, na mecânica de construção. Building tornou-se então o elemento central em um third-person shooter, em contraste com o foco na dinâmica de  combate e armas que esse gênero geralmente possui.

Assim, após alguns meses de servidores lotados, existia uma grande distinção entre os jogadores: aqueles que sabiam construir e aqueles que não sabiam – e em 99% das partidas, o primeiro tipo de jogador ganhava, independente do conhecimento de mapa, mira e coleta de recursos. Parecia que as outras mecânicas do jogo tornaram-se obsoletas, o que frustrava grande parte de seus jogadores.

Porém, o que impede o segundo tipo de pessoa voltar a jogar agora? As partidas se resolvem, como antigamente, apenas na bala e movimentação como a maioria dos outros Battle Royales (COD Warzone, Apex Legends) e, para muitos, como realmente deveria ser. A estratégia da Epic Games deu certo e, com isso, o Fortnite voltou a ocupar as principais prateleiras de criação de conteúdo e se insere novamente nas calls de Discord e discussões no Reddit, retomando sua glória dos tempos de ouro.

 

Com o crescente retorno de jogadores antigos, a Epic Games decidiu tornar o modo sem construção permanente no jogo, uma vez que a atualização era inicialmente temporária e, numa jogada de mestre, conseguiram finalmente atrair todo o tipo de gamer para o Fortnite. E você, já instalou e deu uma olhada no novo mapa?

 

Por Megan Kirkby
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